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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mimada

Já tinha falado que este romenos oferecem e recebem muitos presentes. Várias celebrações...o dia dos anos, o dia do santo com o nome, o dia do Moş Nicolae. Descobri mais dois. O dia das flores, quando a pessoa tem nome de flor (bem podia ser rosa, aguentava a vergonha pelas prendas que receberia) e o 1º dia de Março.

Não sei o que se passa quando se põe o pezinho na Roménia, mas o que é certo é que esta malta dá mesmo presentes a torto e a direito. Não tem havido dia que não receba presentes. O meu chefe deu-me um belo caderno e uma caneta, o Moş Rosegur ofereceu-me tomatinhos do quintal dele (a meias com o Rudi, claro). O Rudi, nesta onda de presentear ofereceu-me dois livros infantis, e o Moş Rosegur voltou a oferecer um potezinho de uns vegetais estranhos em conserva que temos no frigorífico.
Hoje foi a vez do Sorin ofereceu-me uma bonequinha - Marţişor - porque amanhã é o dia 1º de Março. A tradição é que os homens ofereçam este presente às mulheres (toma lá morangos, não pagamos a disco a 6ªF e ainda recebemos mais esta). Começo a habituar-me a tanto mimo. Gosto bastante, devo confessar. Fico à espera da próxima...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Época de traduções

Eu traduzo
Tu traduzes
Ele/Ela traduz
Nós traduzimos
Vós traduzis
Eles traduzem

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Sapateira doce

Prometo que acabo aqui com as referências de carácter"mariscoso", mas esta tem mesmo de ser. Nada entendo de marisco, mas de uma sapateirazinha gosto, e por isso decidi chamar ao "meu velho" sapateira. O "meu velho", é um senhor de alguma idade com quem tenho trabalhado algo directamente. O senhor está em Portugal e é de lá que me vai sarnando a alma, mais ou menos diariamente, com os problemas (a que ele chama constipações) que vão surgindo.
Hoje quando cheguei ao escritório, depois do duro início de semana que tive, reparei num e-mail que esta nobre sapateira enviou ao super-lagosta (e a alguns camarões tigre), e que terminava com uma singela frase elogiosa do meu trabalho. Talvez não merecesse, mas gostei. Gostei mais ainda quando percebi que usou de uma técnica chamada Bcc que não permite que os demais seres mariscosos saberem que sei do elogio. Mas eu sei, e babei-me toda...
Oh, que sapateira mais docinha...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Oficialmente na ponta da biqueira

Ai que saudades que eu tinha de andar na ponta da biqueira. Não tinha, mas a verdade é que isto não é mesmo comprar lápis e canetas e hoje andei oficialmente na ponta da biqueira. Dada a posição que ocupo, penso que a minha tarefa é executar. E executo a quilo que aquele a quem reporto me diz para executar. Costuma ser o que acontece numa estrutura hierárquica. Depois as responsabilidades também são pedidas aos maiores, depois vem por aí abaixo até chegar ao tão afamado mexilhão. Cá pelos vistos, começa-se pelo mexilhão e, se a lagosta der por isso, então sim pode ser que ele se safe. Felizmente a minha lagosta estava de olho aberto, bigode em pé e tenazes bem afiadas (não sei se tenazes, nunca dominei as mariscadas, perdoem-me os entendidos). Passados alguns mails desagradáveis sobre a minha pessoa, que mais não fez que cumprir ordens (e bem dadas, na minha mísera opinião) chegou o "super lagosta" dar uso às "super tenazes". Todas as biqueiras por onde andei foram absolutamente exterminadas.
É verdade, super lagosta, superaste o super aspirador!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Uma sul coreana (amiga do Jêmê) e uma japonesa (certamente também amiga do Jêmê)

Se calhar não eram amigas do Jêmê mas podiam ser. Entraram pelo escritório dentro, como quem vem tratar de algum assunto de extrema importância. Estavam até com um certo ar de “viemos por causa daquelas facturas que ainda não estão a pagamento mas não sabemos muito bem porquê”. O escritório parou. Todas as mil tarefas urgentes que cada um deles certamente tinha para fazer, perderam completamente a importância perante aqueles dois seres. Com um ar de totós, lá se apresentaram. Eu sou a ching-chung da Coreia do Sul e eu a shlin-pan-sun do Japão. Daí pala a flente foi um debital de infolmação, cujo conteúdo não pelcebi na totalidade. Estou segula de que selia um projecto develas intelessante mas com o qual nao me vi a colabolale.
Surpresa, o projecto era vender postais a 15 lei* cada. O Miguel retomou as chamadas, eu entre risos disse "não mulţumesc", houve quem dissesse que não tinha cheta, como se alguém acreditasse, e houve uma bondosa criatura que lhes pôs, porque se não o fizesse o embaraço seria maior, o guito na mão.
Quem é que raio se lembra de vender postais DEPOIS do Natal e Ano Novo? Será que lhes tenho de explicar o conceito dos ursinhos de peluche, dos porta-chaves e por aí em diante?
Uma maçada!!

Nota: Esta história, de facto, não tem muita graça contada desta forma, provavelmente contada de forma nenhuma, mas asseguro que in loco foi hilariante. P: Se só na altura teve piada por que teimas em contá-la? R: Porque sim, de outra forma ia falar de novo do aspirador.


Nota mais envergonhada: Cheguei a filmar as cachopas mas como o boss estava presente, a minha timidez foi contra a qualidade do filme.


*1Eur=3,608lei (câmbio de hoje)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

LULA SA - serviços de estafetagem, compras e tudo e tudo e tudo



Desde que trabalho que me queixo do que faço. Acho mesmo que não é por nao gostar, mas antes por achar que podia ser melhor. Quando vim para esta terra, pus as mãos à cabeça com o que ia fazer "vou comprar agrafadores e micas". De facto, não foi o que sonhei para mim (mas também não me lembro muito bem desse sonho)

Desde que cá estou tenho feito muitas coisas que, um dia, me atreverei, orgulhosamente, a por no meu CV.

Serviços de estafetagem

Comecemos pelos serviços de estafetagem. Tornei-me numa moça de recados. Já fui a poşta româna, que é como quem diz aos correios. Lá encontrei uma séria de gente simpática e velhinha, infelizmente não foi atrás do balcão. Aí encontrei 3 jovens e trombudas. Felizmente havia uma, que embora não falasse inglês (e provavelmente nem romeno fala, porque não lhe ouvi qualquer tipo de som), entendia. Lá enviei mil cartas, com aviso de recepção. Safei-me.

Compras

Outro dos meus trabalhos é arranjar um fornecedor de economato - forma pomposa de dizer lápis e agrafadores. Significa, que das propostas que recebi (e não em resposta aos mails por mim enviados), tenho de fazer um "cabaz" comparável e seleccionar um fornecedor. Simples, nada de estranho. O grave problema não está no cabaz mas nos produtos romenos que estão dentro deles - capses, capsatores, harties, folies, plics, enfim, todo um manancial de coisas que espero serem precisas para se trabalhar num escritório.

Asseio

Uma empresa quer-se asseada. Como não quero que esteja na minha "job description" o tópico "desinfecção de sanitas e bidés" é melhor que arranje uma empresa de limpeza. Nunca pensei que houvesse tanta esquisitice para contratar mulheres (ou homens, não me oponho) a dias. Ao que parece eles só fazem o que está no papel, e no caso, o papel não é o que fica em cima da mesa da cozinha, mas o pomposo nome "caderno de encargos". Tive de o fazer, cheio de descrições, metros quadrados, tipos de pavimentos e revestimentos e, até, diferentes níveis de limpeza (que o WC se quer mais definfectado que a mesa do pc). Uma canseira...

Contabilidade e lambidela de facturas

Ah e tal, não vais fazer contabilidade. Ui, só se não calhar. Pois é, a empresa de contabilidade está a falhar e por isso tive de refazer o seu trabalho, para ver se onde estão as falhas. Isso implica, após uma análise detalhada de milhares de facturas de táxis, centenas de capuccinos e umas boas dezenas de jantares bem aviados e regados, fazer tabelas de excel como se não houvesse amanhã, resumir a informação, pô-la toda numa moeda só e tirar conclusões. Até gostei.

Gostando ou não, sempre me tenho sentido mais activa.


PS - também fazemos traduções.