terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Os guardanapos são primos do monstro do cotão
Procurámo-los numa prateleira e não estavam lá. Depois na outra e népias. Depois de vasculhar todas as prateleiras da despensa, nem vestígios de guardanapos. Moviam-se de prateleira em prateleira sem que ninguém desse por eles. Mas, mesmo pertencentes a essa família de lutadores, treinados para actuar a qualquer hora do dia e da noite, não conseguiram resistir a tanto cansaço. Muitas foram as diligências.
Por fim, conseguimos manter nossas bocas asseadas a cada refeição.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Uma sul coreana (amiga do Jêmê) e uma japonesa (certamente também amiga do Jêmê)
Se calhar não eram amigas do Jêmê mas podiam ser. Entraram pelo escritório dentro, como quem vem tratar de algum assunto de extrema importância. Estavam até com um certo ar de “viemos por causa daquelas facturas que ainda não estão a pagamento mas não sabemos muito bem porquê”. O escritório parou. Todas as mil tarefas urgentes que cada um deles certamente tinha para fazer, perderam completamente a importância perante aqueles dois seres. Com um ar de totós, lá se apresentaram. Eu sou a ching-chung da Coreia do Sul e eu a shlin-pan-sun do Japão. Daí pala a flente foi um debital de infolmação, cujo conteúdo não pelcebi na totalidade. Estou segula de que selia um projecto develas intelessante mas com o qual nao me vi a colabolale.
Surpresa, o projecto era vender postais a 15 lei* cada. O Miguel retomou as chamadas, eu entre risos disse "não mulţumesc", houve quem dissesse que não tinha cheta, como se alguém acreditasse, e houve uma bondosa criatura que lhes pôs, porque se não o fizesse o embaraço seria maior, o guito na mão.
Quem é que raio se lembra de vender postais DEPOIS do Natal e Ano Novo? Será que lhes tenho de explicar o conceito dos ursinhos de peluche, dos porta-chaves e por aí em diante?
Uma maçada!!
Nota: Esta história, de facto, não tem muita graça contada desta forma, provavelmente contada de forma nenhuma, mas asseguro que in loco foi hilariante. P: Se só na altura teve piada por que teimas em contá-la? R: Porque sim, de outra forma ia falar de novo do aspirador.
Nota mais envergonhada: Cheguei a filmar as cachopas mas como o boss estava presente, a minha timidez foi contra a qualidade do filme.
*1Eur=3,608lei (câmbio de hoje)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Muitos o esperavam, ele apareceu!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Liseuse, romeirinha, escalfeta e, a pedido de várias famílias, meias da serra
Está bastante frio, e isso faz-me lembrar como sempre vivi o frio no Inverno. Ou seja, com muita intensidade.
Sou uma pirosa. Friorenta e pirosa. Isso faz com que muitos dos hábitos aquiridos na minha vida, sejam uma valente piroseira, chegando até à parolice. Mas pelo menos, é uma parolice quentinha. Ainda hoje sou gozada pela liseuse que usava por cima do meu pijaminha (mais quente do que dos demais).
O que é uma liseuse? Ora, uma liseuse é um peça de roupa interior que se usa por cima do pijama para agasalhar. Nada de mal, pela descrição podia até ser sexy, mas não era. Era uma valente pirosada. Mas quando se é pirosa, há que o ser até ao final. Por isso mesmo, combinava-a com umas belas meias de lã (que podiam não ser da serra, mas que certas pessoas insistem que eram e há que fazer contades), por cima de outras 4, que alternavam entre o algodão e o polyester. Impecável. Era a substituição de pés por autênticos chouriços. Uma maravilha...
Para denegrir por completo a minha imagem, resta pintar o cenário em que algumas vezes (mas poucas) me encontrava. Descobri uma peça de roupa nunca até essa data mencionada entre amigos (era porque ninguém usava, e ainda bem). O seu nome é romeirinha.
A romeirinha está entre o xaile e o poncho. Tem a funcionalidade dos dois mas é mais prático do que o xaile, pode-se apertar não precisando de estar permanentemente a ser ajeitado e confere mais mobilidade do que o poncho. É quentinho e acolhedor…gosto muito. “Ah, só te falta mesmo o crochet”. Nada disso, nunca fui dada ao crochet, dei uns toques no tricot, mas rapidamente percebi que não foi para as actividades terminadas em “t” que fui talhada. O que me faltava era a escalfeta.
A escalfeta, para os mais novos (por mais novos entenda-se sub 80) trata-se de uma estrutura metálica, electricamente aquecida, coberta de ripinhas de madeira, cuja função principal é aquecer os pés de qualquer velhinho ou, caso se entenda, de qualquer parolinha friorenta. Fizeram as delícias destes pés durante algum tempo.
Notas:
- já lá vai algum tempo. Hoje em dia não uso nada destas pirosadas, sou praticamente uma fashion
- Esta posta foi-me encomendada e a isso se deve o disparate do tema.
- Não vale a pena, não vou falar do número de cobertores que usava por debaixo dos 2 edredons (que me recuso a dizer edredão)
- só consegui encontrar imagens da escalfeta e por isso, para a romeirinha e a liseuse não chorarem, decidi não a publicar
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Nariz: uma fonte inesgotável de sorte
Posso não ter uma mesa cheia de comida família. Posso não ter uma lareira acesa. Posso até não ter o concerto de ano novo...mas pernas e disposição, isso tenho! Por isso decidi caminhar e olhar. Era só eu e a minha música. Um parque lindo (pelo menos aos meus olhos), cheio de neve e gelo traiçoeiro, um lago, algumas crianças a brincar e meia dúzia de cãezinhos vadios. Belo cenário, fez o meu dia. Venham os próximos!
(nada disto faz muito sentido, que raio tem a ver o parque e a caminhada com o nariz? Hum...aparentemente nada, mas...nunca se sabe, perguntem à Dra Maria Helena!!)
