segunda-feira, 31 de março de 2008

Viagem a Sibiu

Tínhamos um dacia logan de 7 lugares
Tínhamos o Rudi sem dormir
Tínhamos 4 pessoas disponíveis para passear
Tínhamos seguro
Tínhamos condutora
Tínhamos a Mafalda Veiga à falta do “vorbe” na Magic FM
Tínhamos alguém que quando fuma fuma
Tínhamos um “olha tão giro, tirem fotos”
Tínhamos uma prisão em Pitesti (onde se faziam coisas muito “feias” como banhinhos de xixi) para não visitar
Tínhamos um Centro Comercial do melhor que pode haver

Tínhamos uma cidade fabulosa à nossa espera
Tínhamos a prometida comemoração dos 4 meses fora
Tínhamos uma mica-mare-cama-bina, fuorte bina
Tínhamos alguém que não ressona a roncar a noite toda
Tínhamos o village museum mais bonito de sempre à nossa disposição
Tínhamos um înainte de costas Tínhamos o ken lee
Tínhamos uma viagem em 3 abrir e fechar de olhos
O que é que nos faltava para ter um fim-de-semana simplesmente fabuloso? Faltava-nos o 5º elemento, mas ainda assim foi MUITO BOM!


Mais prendinhas

Cá vai um post atrasadíssimo que é mais do Bart que meu. O Bart foi a Veneza e constatou que aquilo é praticamente tudo meu.





Grazie!

domingo, 9 de março de 2008

Lobos, parques e histórias por contar

Tivemos um agradável fim de semana. Houve lobos, houve passeios por parques cheios de velhinhos, crianças, patins e histórias infantis contadas de forma atabalhoada. Houve leves pezinhos de dança, houve noite de mulher com romenitas e ainda houve La Traviata sem o último acto.
Gostei muito.







Baba Dochia

Baba Dochia (Velha Dochia) protagoniza uma bela lenda romena. Depois de muito perguntar e investigar não consegui reunir consenso e por isso vou contá-la como me apetece e com todas as incongruências a que tenho direito.

A Baba Dochia tinha um filho, o Dragoqualquercoisaquetambémninguémconseguedefinir e uma nora. Como não gostava dela, e estava doente, mandou-a para a floresta apanhar morangos em Fevereiro, sob pretexto de só eles a conseguirem curar. A nora lá foi e, estranhamente e com ajuda de alguma entidade divina, lá achou os morangos de inverno.

A sua vitória deixou a "baba" com inveja de tal ordem que também ela foi para a floresta. Como fazia inverno levou casacos de pele (não, não eram fashion eram daqueles que os pastores usam para ficar agasalhadinhos) uns por cima dos outros. Seriam muitos: 8, 9, 12, não sei. O que é certo é que com a chegada de Março os dias iam ficando ora quentes, ora frios, ora chuvosos e a baba ia libertando os casacos e nunca ficava confortável com as temperaturas (tem-me acontecido também).

Na roménia é costume ter-se uma "baba". Trata-se do dia escolhido por de entre os 8, 9 ou 12 primeiros dias de Março. Se nesse dia fizer bom tempo, então assim será o resto do ano...de contrário...

Dia 8 esteve um dia LINDO!!

Nota: Ana, há muitas coisas que não me convencem nesta história mas ainda assim não aceito correcções:D

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mimada

Já tinha falado que este romenos oferecem e recebem muitos presentes. Várias celebrações...o dia dos anos, o dia do santo com o nome, o dia do Moş Nicolae. Descobri mais dois. O dia das flores, quando a pessoa tem nome de flor (bem podia ser rosa, aguentava a vergonha pelas prendas que receberia) e o 1º dia de Março.

Não sei o que se passa quando se põe o pezinho na Roménia, mas o que é certo é que esta malta dá mesmo presentes a torto e a direito. Não tem havido dia que não receba presentes. O meu chefe deu-me um belo caderno e uma caneta, o Moş Rosegur ofereceu-me tomatinhos do quintal dele (a meias com o Rudi, claro). O Rudi, nesta onda de presentear ofereceu-me dois livros infantis, e o Moş Rosegur voltou a oferecer um potezinho de uns vegetais estranhos em conserva que temos no frigorífico.
Hoje foi a vez do Sorin ofereceu-me uma bonequinha - Marţişor - porque amanhã é o dia 1º de Março. A tradição é que os homens ofereçam este presente às mulheres (toma lá morangos, não pagamos a disco a 6ªF e ainda recebemos mais esta). Começo a habituar-me a tanto mimo. Gosto bastante, devo confessar. Fico à espera da próxima...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Branquinho e lindinho

Trata-se de um final feliz para uma história um pouco conturbada. (e não, não arranjei nenhum romenito)
Ao fim de 4 vezes me sentar na cadeira de Dora, tenho o meu dentinho arranjado, livre de dores e sofrimento. Ele está feliz e eu também.

A história é conturbada porque, basicamente a minha relação com Dora não foi das melhores. Cheguei a Dora "a impaciente" através de Razvan "o Pavão". Isto só por si não me parece grande início de relação (um dia faço uma posta sobre ele). Um check up, uma plingrafia ao molar, mais uma sofrida ida de uma hora e meia ao seu “gabinete” com direito a 4 anestesias, um antibiótico, mais uma vez na cadeira, mais uma plingrafia e da 4ª vez que me sentei, com a promessa de que lá não me sento de novo, consegui ver tudo resolvido. Um dente bonito e quatro novas rugas de preocupação na minha testa.


A verdade é que Dora ainda não percebeu que ser dentista não é a mesma coisa do que ser bancária ou funcionária dos correios. Ela acha que doa o que doer, por mais desconfortável que seja, tem de ser exactamente assim para que veja a sua tarefa devidamente cumprida e EU é que tenho de ter paciência. Foram muitas as vezes em que dei com ela, com aquele ar indeciso a olhar para as brocas a ver qual escolheria e conseguia ler-lhe nos olhos um “deixa cá ver até onde é que esta miúda aguenta”. Escolheu sempre uma desconfortável, disso posso dar certezas. Capacete de intervenção e olhar ameaçador...la começava a tortura...
A parafernália de material de que Dora dispõe põe Horácio do CSI a um canto. Desde o pequeno Black&Decker, às mil agulhinhas que se foram espetadas no meu dentinho, dos algodões com líquidos de cores estranhas aos cotonetes ou as plaquinhas de cores tive de trincar, até um secador de cabelo que esteve enfiado na minha boquinha. Houve mesmo de tudo… Mas de todos estes instrumentos o que mais me incomodou foi o aspirador (e não, não tenho qualquer tipo de obsessão por aspiradores), mas a verdade é que daquele não gostei. E também não gostei do facto de ela lhe dar pouca atenção. Ou me aspirava a própria da gengiva ate fazer vácuo ou chegava a aspirar-me o almoço do Domingo anterior. Um sofrimento.


Houve impaciências, houve más caras, houve raiva, dor e sofrimento mas já está. É branco e não de ouro como temi.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Época de traduções

Eu traduzo
Tu traduzes
Ele/Ela traduz
Nós traduzimos
Vós traduzis
Eles traduzem