segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Dia Nacional da Roménia


O que para nós tugas é o dia da independência (ou melhor dizendo dia em que finalmente daqueles tipos que nem imaginação tinham para dar nomes giros – tipo Sancho - e diferentes aos seus reis, quanto mais para capacidade para tomar conta de nós), é para estes romenitos o Ziua Naţională a României. Por isso, e também porque não há muitas datas para celebrar, esta malta saiu toda à rua, cachecol, chapéu e bandeirita, para comemorar. Na Roménia sê romeno, e portanto, mesmo sem os adereços necessários, fizemos o programa devido.
Passava pouco das 11 horas e já estávamos nós no arco do triunfo. Muito tanque e pouca roupa suja. Uma parada militar à séria. Tanques de diferentes cores e feitios – que os há –, carros de polícia, forças militares de chapéus exuberantes e, como não podia faltar, a fanfarra final, passaram por não só por debaixo do arco como também de calorosos aplausos.
À tarde tive o prazer de visitar o parlamento. O dito edifício (2º maior do mundo, ou lá o que é), que não traz boas memórias aos romenos, mas que surpreende. É tão grande que não cabe no meu mísero português e pior ainda na minha mísera máquina fotográfica. Mármore branco por todos os lados e parecendo que não acaba. Cada sala é absolutamente fabulosa! E a vista?! Fabulosa! Cada vez acgo mais graça a Bucareste. Mistura-se humildade com imponência, beleza com sujidade…é engraçado!
Mas engraçado, engraçado, foi o que se seguiu. Após um pausado lanche acendia-se a árvore de Natal e todas as iluminações. Foi o nosso banco rosinha que a pôs lá, mas teve a decência de a fazer mais pequena do que a do Porto 2m (“ah e tal, têm o 2º edifício maior do mundo, não há cá árvores de Natal maiores da Europa para vocês”). Fogo de artifício, música de natal, gente, muita gente. O pior foi quando acabou. Cada romeno criou um clone de si mesmo (ou mesmo mais) e ninguém se conseguia mover. Às vezes sim, havia movimentos, mas num sentido determinado por uma força alheia e desconhecida. Multidões contra multidões, sem espaço entre si causaram o caos na cidade (com direito a linhas telefónicas saturadas e tudo). Boa Millenium! Ainda parámos num concerto (bem giro) de folclore romeno e depois casita. Ah, mais ainda há tempo para dar um pezinho de dança. “Twice”, talvez 2 pezinhos de dança seja melhor que o “tuntse, tuntse” não agrada. Rock no Clube A, mas pouco que o dia já vai longo.

2 comentários:

mafalda disse...

Afinal a Roménia é muito activa! estou a ver que é quase tão dinâmica como Ílhavo... beijinhos

Gipsy Queen disse...

Naaaaa ... Ílhavo tem assim aquele cântico que arrasa logo com qualquer cidade do Mundo!!! :P

PS: Gostei especialmente da parte de cada Rumenitu criar um clone de si próprio ...